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08 de julho de 2025

Tecnologia, transparência e um futuro que não podemos adiar

Tecnologia, transparência e um futuro que não podemos adiar

A Mango anunciou a sua mais recente colaboração com a empresa sueca Circulose para incorporar materiais derivados de algodão reciclado no seu processo de produção. O seu objetivo estratégico de sustentabilidade é utilizar exclusivamente fibras com um impacto ambiental reduzido até 2030.  

As DEVOLUÇÕES têm de ser geridas — estão a comprometer a rentabilidade das marcas e dos fornecedores e o impacto ambiental é elevado. A ASOS atualizou esta semana a sua política de devoluções, aumentando o prazo para devolver peças de vestuário de 28 para 45 dias. Além disso, caso se verifiquem taxas de devolução invulgarmente elevadas, a empresa poderá revogar esta oferta. Será interessante ver o impacto que isto terá no crescimento da ASOS, mas será que isto está a dar um mau exemplo para o futuro...?

IA

A IA VAI TRANSFORMAR O COMÉRCIO A RETALHO

Temos de nos envolver nisso; irá afetar muitas funções. Existe a convicção de que 60% destas funções irão desaparecer. A Geração Z e a Geração A têm de aprender a trabalhar com a IA — estamos a ver exemplos em que a previsão automatizada da procura já está a transformar os negócios. Esta semana, a Amazon despediu 150 pessoas em resposta ao aumento da utilização da IA na empresa. O CEO Andy Jassy afirmou: «Iremos dedicar menos tempo a tarefas repetitivas e mais tempo a pensar estrategicamente sobre como melhorar e criar novas experiências para os clientes.»

Revolução nas práticas de abastecimento ético

Porquê: Os trabalhadores da indústria do vestuário — na sua maioria mulheres do Sul Global — recebem salários baixos, têm horários de trabalho excessivos e são frequentemente explorados

  • Salários dignos e contratos justos para todos os trabalhadores da cadeia de abastecimento.
  • Acordos juridicamente vinculativos entre marcas e fábricas.
  • Acabar com a subcontratação sem responsabilização — as marcas devem assumir a plena responsabilidade pelas suas cadeias de abastecimento.
  • Representação dos trabalhadores e apoio à sindicalização

Revolução nas políticas e práticas regulatórias

Porquê: O cumprimento voluntário não tem funcionado.

O que é preciso mudar:

  • Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP): obrigar as marcas a arcar com os custos do fim de vida dos seus produtos
  • Proibições relativas a corantes tóxicos e microplásticos
  • Leis que impõem a divulgação de informações sobre a cadeia de abastecimento
  • Acordos globais sobre o clima no setor da moda — semelhantes ao Acordo de Paris.

Em resumo, as revoluções na moda exigem uma abordagem multifacetada — mudar a forma como as roupas são confecionadas, como os trabalhadores são tratados, como os consumidores se comportam e como o sistema é gerido. Não se trata de fazer pequenos ajustes no que está errado; trata-se de reconstruir toda a estrutura do que é a moda e de como esta funciona na sociedade

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