A sustentabilidade é uma prioridade do retalho para 2025?
If you asked the average retailer exec if sustainability is important, the answer would, of course, be ‘yes’.
Brands and retailers publicly declare that sustainability is a ‘priority’ for their business and talk the talk about its importance.
But as we face down a new year that is being described by many as ‘challenging’ for retailers, is sustainability actually a priority for the industry behind closed doors?
Signs from the industry aren’t entirely positive when it comes to the importance of sustainability. Retailers are more concerned about issues that have an immediate impact on their bottom line in 2025, such as economic pressures and consumer sentiment.
Apenas 18 % dos executivos do setor da moda referiram a sustentabilidade como um dos principais riscos para o crescimento em 2025, de acordo com o recente relatório «State of Fashion», elaborado pela McKinsey & Company e pela BoF Insights. Este valor representa uma descida em relação aos 29 % registados em 2024. O relatório referiu ainda que 63 % das marcas de moda estão atrasadas no cumprimento dos seus compromissos em matéria de sustentabilidade.
In The Visionary CEO’s Guide to Sustainability 2024, Bain & Company analysed multiple global surveys and concluded that sustainability has become a much lower priority for CEOs relative to other topics.
In our own recent survey of UK retailers for The State of Sourcing Report: Sourcing and Sustainability in 2025, there was an almost even split between retailers who said that would be increasing funding into sustainability and ESG over the next 12-18 months (54%) and those who won’t (46%).
If we look at the 46% of businesses who said they weren’t increasing sustainability spending, large companies (51+ employees) said this was down to sustainability not being a priority (36%) and having competing priorities for investment (36%).
Small businesses (0-50 employees) said they felt they are already doing enough to make real improvements (55%), that there is a lack of financial justification (18%), and that sustainability wasn’t a priority (12%).
É evidente que esta questão de a sustentabilidade não ser uma prioridade máxima é comum a empresas de todas as dimensões.
O mundo precisa de um comércio a retalho sustentável
Ao mesmo tempo, tornar o comércio a retalho mais sustentável é uma tarefa mais importante do que nunca.
According to fast fashion giant Shein’s own recent sustainability report, its carbon dioxide emissions almost doubled between 2022 and 2023. This equated to 16.68 million metric tons of carbon dioxide, which makes it fashion’s biggest polluter at present.
As ondas de calor de 2024 levaram os principais centros de produção de moda do Sul e do Sudeste Asiático a enfrentar dificuldades devido a problemas de saúde dos funcionários e à inoperacionalidade das máquinas.
A Shein e a plataforma de comércio eletrónico de propriedade chinesa Temu estão a ser interrogadas por uma comissão parlamentar britânica no âmbito de um inquérito sobre os direitos laborais nas suas cadeias de abastecimento. Além disso, um novo relatório da organização sem fins lucrativos norte-americana Transparentem alega que grandes marcas como a Adidas, a H&M e a The Gap adquiriram algodão de explorações agrícolas na Índia que recorrem ao trabalho infantil.
Elsewhere, the secondhand fashion market was dealt a devastating blow at the start of 2025 after a huge fire destroyed Kantamanto Market in Ghana. This is West Africa’s largest secondhand clothing market and one of the biggest globally.
De acordo com a organização sem fins lucrativos ganesa-americana The Or Foundation, os comerciantes do mercado colocam 25 milhões de peças de roupa em segunda mão de volta em circulação todos os meses. Isto é feito através da revenda, reutilização, reparação e refabricação.
It’s no wonder then that the market’s loss has put the spotlight back on fashion’s waste problems and lack of sustainable options.
Todos estes exemplos mostram o quanto ainda há por fazer para tornar o comércio a retalho mais sustentável.
New regulation also means that retailers can’t just push sustainability down the priority list. The introduction of the EU’s Ecodesign for Sustainable Products Regulation (ESPR) last year aims to make environmentally sustainable and circular products the norm.
This includes the introduction of Digital Product Passports, making it illegal to destroy unsold products in 2026, and setting ‘ecodesign requirements’ among other measures.
Nos EUA, foi aprovada uma lei que obriga as grandes empresas que operam na Califórnia a divulgar as suas emissões de gases com efeito de estufa e a apresentar relatórios sobre os riscos relacionados com o clima até 2026.
Sustainability Can’t be Forgotten About
It’s easy to draw depressing conclusions about sustainability in 2025 based on the evidence – both the responses from retailers and the climate events the world keeps experiencing.
However, as Bain & Company points out in The Visionary CEO’s Guide to Sustainability 2024, it’s likely that many retailers are in the “trough of disillusionment,” when it comes to their sustainability efforts. As with any major shift or transformation, this was inevitable – particularly in the case of sustainability.
Sustainability is an area that was never going to have a quick or easy win because retail’s core business of making and selling products causes the very environmental issues that the industry is now trying to fix.
É necessária uma visão a longo prazo, mesmo quando os retalhistas sentem a pressão de outras prioridades ou de recessões no mercado. E há muitas provas positivas de que, neste momento, estão a ser tomadas medidas de sustentabilidade no setor do retalho.
No nosso Relatório sobre o Estado do Abastecimento e da Sustentabilidade, mais de 50% dos retalhistas do Reino Unido que afirmaram estar a planear aumentar o seu investimento em sustentabilidade indicam que irão gastar cerca de 0 a 40% mais. 12% irão investir até 81 a 100% mais, embora este valor possa incluir empresas que estão a passar de zero para algum nível de investimento em sustentabilidade.
De um modo geral, as grandes empresas mostraram-se duas vezes mais propensas a afirmar que iriam investir mais em sustentabilidade do que o contrário. Esta é uma boa notícia, uma vez que as grandes empresas não só podem ter um impacto maior devido à dimensão das suas operações e cadeias de abastecimento, como também abrem caminho para que outras as sigam.
There is also consumer demand for a more sustainable retail industry, even if shoppers aren’t necessarily putting their money where their principles are. In a global study by Bain & Company of nearly 19,000 consumers, 60% said they are more concerned about climate change than they were two years ago. For many this was due to personally experiencing more extreme weather.
O que o setor do retalho precisa, mais do que nunca, é de adotar uma abordagem coletiva para tentar gerir os negócios de uma forma melhor. Ao trabalhar em conjunto, o setor pode poupar tempo e dinheiro e implementar mudanças que sejam sustentáveis, no sentido de serem viáveis, mantíveis, defensáveis e legítimas.
Antecipando-se à entrada em vigor dos novos regulamentos da UE, 10 das maiores empresas de Espanha anunciaram planos para participar num projeto-piloto de recolha de resíduos têxteis com a duração de um ano.
RE-VISTE – which is the new name for SCRAP (Collective System of Extended Producer Responsibility) – is a new initiative from The Association for the Management of Textile and Footwear Waste, which was formed by Decathlon, El Corte Inglés, H&M, IKEA, Inditex, KIABI, Mango, Primark, Sprinter/JD and Tendam.
A partir de abril de 2025, o projeto irá implementar uma rede de recolha de têxteis indesejados, que serão posteriormente separados para revenda, reutilização e reciclagem.
This is exactly the type of collaborative effort towards a shared responsibility – the lifespan of textiles – and requirement – the ESPR legislation – that can make a real difference.
Em vez de cada um tentar criar o seu próprio sistema, recolher os seus próprios dados e complicar a vida aos consumidores, estas empresas estão a reunir recursos para aprenderem em conjunto. E numa altura em que a pressão recai noutros setores, tirar o máximo partido dos recursos através da colaboração é a melhor forma de continuar a avançar.

